Nossa... Bastante tempo sem passar por aqui. Me perdoem a falta de ânimo, tempo e criatividade para escrever, mas agora estou aqui. E hoje vim falar de orgulho. O que é orgulho? O que ele faz com a vida das pessoas? Hoje, pensando muito sobre isso, não consegui respostas concretas. O orgulho existe desde que o homem surgiu, existe desde que o mundo é mundo, e desde que o homem é homem. Sempre presente, em maior ou menor proporção, no comportamento de todas as pessoas.
O orgulho realmente transforma a vida e os sentimentos das pessoas, ou é simplesmente um modo conveniente de se mostrar apenas o que se quer mostrar de si mesmo? Eu, humildemente, fico com a segunda opinião. E vou explicar meus motivos. O orgulho é capaz de cegar. Ele afasta as pessoas. Faz com que se pise nos outros. Faz com que se culpe sempre o próximo. Faz com que se esconda o amor. Faz com que se perca relacionamentos. Faz com que se desconfie. Faz com que não se perdoe. Faz com que se adote a solidão. Entretanto, o homem continua sendo o mesmo, continua tendo suas necessidades. Necessidades? Sim, necessidades. As mesmas de sempre. Precisamos ser reconhecidos, pessoal e profissionalmente. Precisamos confiar, precisamos que confiem em nós. Precisamos amar, precisamos ser amados. Precisamos perdoar, aos outros e a nós mesmos. Precisamos ser perdoados.
Queria, talvez por uma fraqueza minha, expor melhor apenas um destes aspectos: o do amor. Quando uma pessoa é orgulhosa demais para admitir seus sentimentos por outra, pode perder algo importante. Pode estar perdendo algo que poderia ter sido muito bom, ou muito ruim. De qualquer maneira, perderia uma experiência. Isso também acontece se o medo se faz presente. E como lidar com a dúvida? Como lidar com o pensamento de tudo o que poderia ter sido, e não foi? Como carregar o peso de nossas próprias escolhas? O mais difícil não é seguir em frente. Não. O mais difícil é não olhar para trás... Hoje este pensamento me atormentou o dia inteiro. Fiquei, novamente, sem paz ao pensar em cada coisa que já perdi, ao pensar em tudo o que deixei para trás. As lembranças das escolhas que tive de fazer ao longo de minha vida me inquietam, me perturbam as idéias do que poderia ter mudado a cada escolha que tivesse sido diferente. Que rumo minha vida teria tomado? Que tipo de pessoa seria eu? Em meio a tudo isso, de repente, me dei conta de que não importa. Não importa saber quem eu seria, já que não sei quem sou eu hoje. Se tivesse feito escolhas diferentes, ainda não saberia quem eu sou, ainda não saberia o que esperar de mim mesma. E, na verdade, acho que nenhum ser humano sabe, realmente, quem é e o que pode esperar de si. O que quero dizer, é que dói muito olhar para trás, dói sim, mas olhar para trás deve servir para nos fortalecer. Deve nos ajudar a enxergar o lugar para onde estamos indo, mesmo que não saibamos que lugar é esse.
Today I’m out of reach… So, so far…
Beijos, e boa noite…
Here I am… In a place that I have never been… Out of love, and afraid that you won't let me in… You came to me, and I started to feel that my senses had left me to die… Where is my strength, when I need it the most? Tell me: what have you done with my mind? Save me now, from the depth of my infatuation… I could drown, in the sea of love and isolation… I'll take you down, if you just… Save me now… All the time that I gave away, I'll give to you… And all the love that I’ve never made, I'll make to you… Nothing could be more electric to me, than to give you a taste of the love that I hide… But, in my condition, I'm totally lost… Tell me: what’ve you done with my pride?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Pride...
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