domingo, 29 de novembro de 2009

Quem...

Foi só um sorriso, e foi por amor...
Nenhuma ironia, não foi por mal...
Foi quase uma senha prá te tocar...
Nem foi um sorriso, foi um sinal...
Por trás das palavras, da raiva, de tudo...
Sorri prá tentar chegar em você...
Foi como fugir, prá nos proteger...
Enquanto eu sorrir, ainda posso esquecer...
Porque quem vai te abraçar? Me fala, quem vai te socorrer?
Quando chover, e acabar a luz, prá quem você vai correr?
E quem vai me levar entre as estrelas?
Quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Quem, além de você?
Ninguém tem razão, tenta me entender...
E a gente é maior que qualquer razão...
Foi só um sorriso, e foi por amor, te juro do fundo do coração...
Foi como tentar parar esse trem com flores no trilho, e acenar pra você...
Parece absurdo, eu sei, mas tentei...
Enquanto eu sorrir, ainda posso esquecer...
Porque quem vai te abraçar? Me fala, quem vai te socorrer?
Quando chover e acabar a luz, prá quem você vai correr?
E quem vai me levar entre as estrelas?
Quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Quem, além de você?
Deixa isso passar, e quando passar, vou estar aqui, te esperando...
Pra te receber, e sorrir, feliz, dessa vez...
Que esse amor é tanto...
E quem vai te abraçar?
Me fala, quem vai te socorrer?
Quando chover, e acabar a luz, prá quem você vai correr?
E quem vai me levar entre as estrelas?
Quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Quem, além de você?

Hoje estou particularmente mexida, e pensando sobre muitas coisas... Coisas sobre as quais nem sei se deveria estar pensando, mas ok.. Acho que a sensação de perder o controle me dominou hoje (só hoje???)... Enfim... Sei que faz tempo que não escrevo, ando trabalhando bastante. Este final de semana trabalhei sábado e domingo o dia todo.... Claro que estou cansada demais, mas isso não conta rs....
Beijos, e boa noite...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Saber viver

Oi moças! Hoje está um calor escaldante, estou praticamente derretendo. Vou trabalhar logo mais e estou usando um vestido estampado tipo frente única, ele amarra no pescoço e as costas aparecem quase totalmente. É muito bonitinho e fresquinho, prá aliviar esse calor de deserto que está fazendo hoje... Estou postando um texto de C. Chaplin que me chamou muito a atenção. Gostei bastante, espero que gostem também.
Beijos
Mari

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Medida da Significação

by Cecília Meireles, in "Viagem, Vaga Música"
Procurei-me nesta água da minha memória, que povoa todas as distâncias da vida e onde, como nos campos, se podia semear, talvez, tanta imagem capaz de ficar florindo...
Procurei minha forma entre os aspectos das ondas, para sentir, na noite, o aroma da minha duração...
Compreendo que, da fronte aos pés, sou de ausência absoluta: desapareci como aquele - no entanto árduo - ritmo que, sobre fingidos caminhos, sustentou a minha passagem desejosa...
Acabei-me como a luz fugitiva, que queimou sua própria atitude, segundo a tendência do meu pensamento transformável...
Desde agora, saberei que sou sem rastros.
Esta água da minha memória reúne os sulcos feridos: as sombras efêmeras afogam-se na conjunção das ondas.
E, aquilo que restaria eternamente, é tão da cor destas águas, é tão do tamanho do tempo, é tão edificado de silêncios que, refletindo aqui, permanece inefável.
Voz obstinada, por que insistes chamando por um nome que não corresponde mais a mim?
Não é do meu propósito que fiques ao longe, sozinha.
Nem tu sabes que espécie de saudade abrolha na noite, e como o silêncio tenta mover-se inutilmente, quando dirige teus imãs sonoros, sondando as direções!
Não é do meu propósito, ó voz obstinada, mas da minha condição.
As aparências dispersaram-se de mim, como pássaros: que Sol se pode fixar nesta existência, para te definir a minha aproximação?
Minhas dimensões se aboliram nos limites visíveis: como podes saber onde me circunscrevo, e de que modo me pode o teu desejo atingir?
Eu mesma deixei de entender a minha substância; tenho apenas o sentimento dos mistérios que em mim se equilibram.
Como podes chamar por mim como às coisas concretas, e assegurar-me que sou tua necessidade e teu bem?
Para experiência do teu contentamento, crio formas que vistam meus pensamentos irreleváveis, e modelo fisionomias com que te possa aparecer.
Pisarei minha solidão com renúncia e alegria e, por entre caminhos assombrados, resoluta virei até onde te encontres, cortando as sombras que crescem como florestas.
Eu mesma me sentirei alucinada e esquisita, com esse alento das nebulosas sinistras que se desenvolvem nas febres.
Não saberei precisamente quando me verás, nem se compreenderei a linguagem que falas, e os nomes que têm as tuas realidades e o tempo dos outros acontecimentos...
Mas o que, desde agora, sinto e sei com firmeza é que tua voz continuará chamando por mim, obstinada, embora eu não possa estar mais perto nem mais viva, e se tenha acabado o caminho que existe entre nós, e eu não possa prosseguir mais...
A água da minha memória devora todos os reflexos.
Desfizeram-se, por isso, todas as minhas presenças, e sempre se continuarão a desfazer.
É inútil o meu esforço de conservar-me; todos os dias sou meu completo desmoronamento; e assisto à decadência de tudo, nestes espelhos sem reprodução.
Voz obstinada que estás ao longe chamando-me, conduz-te a mim, para compreenderes minha ausência.
Traze de longe os teus atributos de amargura e de sonho, para veres o que deles resta depois que chegarem e estes ermos domínios, onde figuras e horas se decompõem.
Não precisaremos falar mais, nem sentir: seremos só de afinidades: morrerão as alegorias.
E saberás distinguir as coisas que parecem desoladas, olhando para esta água interminável e muda, que não floriu, que não palpitou, que não produziu, de tanto ser puramente imortal...





Energia


sábado, 14 de novembro de 2009

Sentir-se

Hoje tive uma conversa com uma pessoa, que muito me fez refletir. Me fez refletir sobre o que é amar e o que significa sentir-se amado. Talvez muitos não tenham se dado conta de que essas duas coisas são completamente distintas. Distintas? Sim. Muito distintas. Me perdoem se acharem essa discussão piegas, ou sem sentido. Talvez tomem o assunto por tolo, trivial ou desnecessário. Quem sabe vocês até me rotulem como mulher fraca, fútil, sentimentalista, ou coisa pior, mas vou escrever estas linhas mesmo assim. Os que me conhecem a fundo sabem da minha frieza, sabem que tomo a distância por minha maior protetora; portanto saberão da dificuldade que tenho para falar de sentimentalismos, e terão a certeza de que só escrevo este post por ter ficado verdadeiramente perturbada por esta reflexão.
Penso que dizer "Eu te amo" é simples, mas sentir-se amado é algo muito mais profundo e difícil. E é disto que quero falar nesta noite. De sentir-se amado. A demonstração de amor requer muito mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que o outro tem verdadeiro interesse pela sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando algo está dando errado, que está sempre pronto a ouvir suas dúvidas, e que dá uma sacudida em você sempre que é necessário.
Sentir-se amado é ver que ele se lembra das coisas que você contou há dois, três anos. É vê-lo tentar te reconciliar com o seu pai, ou sua mãe. É ver como ele fica triste quando você está triste, e ver como ele sorri com delicadeza quando te diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro, e que não fazem da mágoa munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta por muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira ; quem não levanta a voz, mas fala ; quem não concorda, mas escuta.
Escrevendo estas linhas estou praticamente valendo-me de algo escrito por Arnaldo Jabor, que deitou palavras como estas em uma de suas crônicas. Penso que o amor é muito mais profundo do que se pode imaginar, e muitas vezes se mistura ao medo. Medo de admitir o quanto se gosta, medo de assumir que precisa do outro, medo de se entregar. Não gosto de julgar ninguém, acho que as pessoas que sentem medo (e eu me incluo neste grupo) não o sentem por vontade própria. Aliás, nenhum sentimento é voluntário, ninguém escolhe nem controla as coisas que sente.
Viver o amor deve ser uma experiência única cada vez que acontecer. Contraditório? Não. Digo isso porque não acho que o amor aconteça apenas uma vez na vida de cada pessoa. As pessoas sim são únicas, e, por serem únicas, despertam sentimentos únicos no outro. Sim. Cada pessoa que passa pela nossa vida desperta sentimentos distintos dentro de nós, por isso podemos amar pessoas diferentes.
Não sou muito de acreditar em sorte, ou destino. Se existe destino para guiar nossas vidas, penso que ele pode até escolher quais são as pessoas que vão passar pela gente, mas não decide quem vai ficar. Não? Não. De maneira alguma. São as atitudes das pessoas que mostram quem permanece na nossa vida ou não. E as atitudes são movidas pelos sentimentos que o outro nos desperta, e que nós despertamos no outro.
Deve ser uma sensação indescritível essa de sentir-se amado... Realmente, deve ser aquilo que todos deveriam ter a oportunidade de experimentar ao menos uma vez. Não sei. Se alguém souber como é essa sensação, pode me contar.
Beijos, e boa noite....


Por ser exato, o amor não cabe em si...
Por ser encantado, o amor revela-se...
Por ser amor, invade, e fim...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O que é que há?

O que é que há?
O que é que está se passando com essa cabeça? O que é que há?
O que é que está me faltando prá que eu te conheça melhor?
Prá que eu te receba sem choque...
Prá que eu te perceba no toque das mãos, em teu coração?
O que é que há?
Por que é que há tanto tempo você não procura meu ombro?
Porque será, porque será que este fogo não queima o que tem pra queimar?
Que a gente não ama o que tem pra se amar?
Que o sol está se pondo, e a gente não larga esta angústia do olhar?
Telefona...
Não deixa que eu fuja...
Me ocupa os espaços vazios...
Me arranca desta ansiedade...
Me acolhe, me acalma em teus braços macios...
O que é que há?
O que é que está se passando com a minha cabeça?
O que é que há?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Confissão

Don't get crazy...
Detours, fences... I get defensive...
I know you've heard it all before, so I won't say it anymore...
I'll just stand by, and let you fight your secret war...
And though I used to wonder why...
I used to cry 'til I was dry and, still sometimes, I get a strange pain inside...
If you're hurtin', so am I...
And honey, all is forgiven...
Listen, oh listen...
And, if I seem to be confused, I didn't mean to be with you...
And, when you said I scared you, well, I guess you scared me too...
But we got lucky once before, and I don't want to close the door...
So, if you're somewhere out there passed out on the floor...
I'm not angry anymore...
And, if I seem to be confused, I didn't mean to be with you...
And, when you said I scared you, well, I guess you scared me too...
But we got lucky once before, and I don't want to close the door...

Fear

What if I'd said yes?
What if I'd gone out that night?
What if you'd turned left?
Everything would've turned out alright...
What if I'd spoke up?
What if I'd took the keys?
What if I'd tried a little harder, instead of always trying to please?
What if I'd said no?
What if we'd never fell in love?
What if we'd gone slow, or a little bit faster, and broken up?
Would I know this hurts?
Would I feel this pain?
Do you know that, with all I've left in my very last breath, I will call your name?
Were you sad?
Were you scared?
Did you wish for a prayer to be free?
Was it quiet and cold?
Was it light, or too dark to see... And did you reach for me?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sensations...

Vem me retratar com o seu próprio olhar...
Fotografar esse mesmo lugar...
E revelar uma determinada expressão, emoldurada aqui nessa canção...
Vem, prende essa imagem num momento seu...
E eu represento esse minuto seu...
E, assim, eu posso ser atriz da sua sensação...
Soltar a sua própria emoção...
E, como atriz, eu canto...
Como cantora, eu represento...
A vida que você quer ter, e não devia mais conter...
Vem, ainda é tempo pra se descobrir...
E vir se ver, ou vir por vir...
Para tocar, também com o olhar e com a mão, o que tanto tocou seu coração...
Vem, prende essa imagem num momento seu...
E eu represento esse minuto seu...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Onde eu queria estar...







Que vontade!!!!!


Palavras...

São sorrisos largos, lagos repletos de azul...
Os corações atentos, ventos do sul...
São visões abertas, certas, despertas pra luz...
A emoção alerta, que nos conduz...
Sonhos, aventuras, juras, promessas...
Dessas que um dia acontecerão...
Você me daria a mão?
Todos esses versos soltos, dispersos...
No meu novo universo serão...
Palavras do coração...
São os artifícios, vícios, deixando de ser...
Os velhos compromissos, prá esquecer...
São pontos de vista, uma conquista comum...
O mesmo pé na estrada, de cada um...
Sonhos, aventuras, juras, promessas...
Dessas que um dia acontecerão...
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos, dispersos...
No meu novo universo serão...
Palavras do coração...

domingo, 1 de novembro de 2009

Weak protection...

Pensei muito, e hoje resolvi falar de algo que me incomoda: fraqueza. O que é fraqueza? De onde ela surge? Por que perturba tanto? A fraqueza mora onde há medo. Sim. E o medo mora onde há falta. Mora no desconhecido.
A fraqueza surge da fragilidade. Mas o que é ela? Fraqueza é precisar de alguém? É amar? É odiar? É sentir saudades? Fraqueza é tudo isso. Fraqueza é tudo aquilo que tentamos esconder o tempo inteiro. É tudo aquilo que torna uma pessoa vulnerável.
Como lidar com isso? Como aceitar nossas fraquezas? Eu sou suspeita para falar, por ser da maneira que vocês já conhecem, mas penso que ocultar nossas fraquezas é um mecanismo de proteção inconscientemente auto-imposto. Sim. Acontece que o ser humano, em sua essência, possui sentimentos, desejos, sonhos; que nem sempre consegue ocultar.
Algumas vezes nos protegemos demais. Sim. Existem pessoas que escondem suas fraquezas, que evitam expor seus sentimentos, que não deixam que ninguém se aproxime. Mas o que leva uma pessoa a se comportar dessa maneira? Penso que, talvez, isso ocorra devido ao medo, que chega, se instala e domina. Medo de confiar, medo de amar, medo de precisar, medo de sofrer.
Infelizmente, muitas vezes nos deixamos levar pelo medo, e acabamos nos privando de sentimentos, pessoas e situações que poderiam nos fazer bem. E nem sempre é possível evitar que isso aconteça. O resultado disso, na quase totalidade dos corações, é que acabamos optando por sofrer calados, seguros. Optamos por isso sem perceber, como um hábito, que cria raízes dentro de nós. E, como todo hábito, pode tornar-se um vício. Um vício que pode acabar nos prejudicando.
Mas, no final das contas, o que faz mais diferença na vida do ser humano? O amor e conforto do outro, em quem ele confia; ou a segurança de permanecer sozinho, trancado em sí mesmo? Não vou conseguir responder isso à vocês hoje, minhas queridas, mas deixo a pergunta para que pensem a respeito.
Me perdoem aquelas que acharem meu tom um tanto triste... Hoje fui simplesmente dominada por esse sentimento... Anyway, it doesn't mater at all...
Um beijo enorme, e boa noite....

Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder...
Deixo, assim, ficar subentendido...
Como uma idéia que existe na cabeça, e não tem a menor obrigação de acontecer...
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby...
A beleza é mesmo tão fugaz...
É uma idéia que existe na cabeça, e não tem a menor pretensão de acontecer...
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então...
A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer...
Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer...
O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber...