quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Olá moças, como estão?
Hoje está sendo um dia de bastante reflexão e emoção prá mim. Não sei bem o motivo, mas sempre fico meio esquisita nesta época do ano, principalmente na véspera de ano-novo. É uma mistura de sentimentos e pensamentos que eu simplesmente não consigo pensar. Isso tudo me sensibiliza bastante...
De qualquer maneira, passei para desejar um feliz ano-novo à todas vcs. Que 2010 venha cheio de coisas boas, recheado de aprendizado e crescimento, repleto de muito amor, luz, sucesso; e banhado por uma paz infinita. E.. Para aquelas que costumam estabelecer metas de ano-novo, deixo mais um recado. Um recado que recebi junto com a foto acima, e que me fez muito bem...
“Meta é antever o futuro. É criar uma visão e perseguí-la com determinação. Hoje, procure reservar um tempo para desenhar sua meta. Para isso, desconecte do mundo e conecte com seu interior. Escute a mente. Escute o coração. Reflita com o intelecto. Seja sincero consigo. Quando você tiver clareza sobre sua principal meta para o próximo ano, conte sua resolução para Deus. Crie uma parceria divina com Ele e alimente esse relacionamento no dia-a-dia. Com tal força dupla, o sucesso já está garantido.”
Espero que estejam todas bem, e que tenham uma virada maravilhosa e um 2010 muito especial...
Um grande beijo!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Blessed..

Olá pessoas, como estão? Acho que o final de ano anda corrido prá todos né.... Mas não tem jeito, é sempre assim.. Andei meio ausente nestes últimos dias, por "motivos de força maior", mas hoje finalmente consegui sentar prá postar. Tinha algumas coisas que pensava em colocar por aqui, mas hj recebi uma outra, que me emocionou, me deixou muito feliz, muito tocada e me trouxe uma paz muito gostosa; por isso decidi postar e dividir esse sentimento com vcs: são 2 cartões de Natal.. Um desenhado pelo meu irmão de 11 anos, e outro desemhado pela minhã irmã de 13 anos... Sim, prá quem não sabe, eu tenho 3 irmãos: Marcelo, de 23 anos; Yaksha, de 13 anos; e Yan, de 11 anos. Três tesouros que Deus (e minha mãe) me deram de presente...


Essa que está aqui comigo é a Yaksha, minha princesa linda... Uma menina indescritível, dona de uma amor que é só dela, doce, encantadora e libriana (libriana como eu.. não precisa dizer mais nada). Tenho um orgulho enorme de você viu minha pequena? (Pequena??? a danada já está 2 dedos mais alta que eu, com 13 anos...socorrooo!!!!)...


Estes são meus gatinhos... Marcelo, advogado, orgulho infinito por poder me dizer sua irmã... Meu amigo para qualquer hora, meu infinitamente amado irmãozão, meu cúmplice, meu tudo!! Yan, amor da minha vida, minha paz, meu orgulho também.. Emana uma pureza que é só dele, um encanto, minha paixão!!.
Agora... Um pouquinho das obras dos meus babies, que tanto me emocionam... Olha só que lindos...

Cartão de Natal - by Yaksha


Cartão de Natal - by Yan

Pois é meninas... Com tesouros como estes alguém precisa de mais alguma coisa na vida? Eu, com certeza, me sinto abençoada por tê-los na minha vida, e não preciso de mais nada..
Beijos, e boa noite...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Untill...

I reserve the right, for once in my life, to lay down in a field of grass...
I'll be still and quiet, just count the stars, from here to Mars... I will hold my breath...
Until I don't care... Until I am sure... Until I am strong, just like before...
I will lie beneath the sky, 'til I don't love you anymore...
Until the stars refuse to shine, and the moon won't come out at night...
I won't cry, just close my eyes... 'Til I don't love you anymore...
I'd walk through the fire for one last time... Just to stand beside your flame...
But what good would that do, If I can't have you??
How much longer must I wait??
Until I don't care... Until I am sure... Until I am strong, just like before...
I will lie beneath the sky, 'til I don't love you anymore...
Does anybody really know why somebody loves someone??
The way that I belonged to only you...
If anyone could tell me how... How to go on now...
I would simply do without you... I'd just count the hours...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Offer...

by Alanis Morissette
Who? Who am I to be blue?
Look at my family and fortune... Look at my friends and my house...
Who? Who am I to feel dead end?
Who am I to feel spent?
Look at my health and my money...
And where, where do I go to feel good?
Why do I still look outside me, when, clearly, I've seen it won't work?
Is it my calling to keep on, when I'm unable?
And is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generosity has me disabled, by this my sense of duty to offer...
And why, why do I feel so ungrateful?
Me, who is far beyond survival... Me, who see life as an oyster...
Is it my calling to keep on, when I'm unable?
And is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generosity has me disabled, by this my sense of duty to offer...
And how, how dare I rest on my laurels?
How dare I ignore an out stretched hand?
How dare I ignore a third world country?
Is it my calling to keep on, when I'm unable?
And is it my job to be selfless extraordinaire?
And my generosity has me disabled, by this my sense of duty to offer...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

In my life...

by John Lennon & Paul Mc Cartney

"There're places I remember, all my life...
Though some have change... Some forever, not for better...
Some have gone, and some remain...
All these places had their moments, with lovers and friends... I still can recall...
Some are dead, and some are living...
In my life, I've loved them all...
But, of all these friends and lovers, there's no one compared with you...
And these memories lose their meaning, when I think of love as something new...
Though I know I'll never lose affection for people and things that went before...
I know I'll often stop and think about them...
In my life, I'll love you more..."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Busca à vida...

by Paralamas do Sucesso

"Vou sair prá ver o céu, vou me perder entre as estrelas... Ver de onde nasce o sol, como se guiam os cometas pelo espaço... E os meus passos, nunca mais serão iguais... Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza... Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço, e volto sem olhar pra trás... No escuro do céu, mais longe que o Sol, perdido num planeta abandonado... No espaço... Ele ganhou dinheiro, ele assinou contratos... E comprou um terno, e trocou o carro... E desaprendeu a caminhar no céu... E foi o princípio do fim... Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza... Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado... Pelo espaço... E volto sem olhar pra trás..."


Hoje está um dia nublado e quase chuvoso em São Paulo. Estou esgotada, pois fiquei de plantão no trabalho o final de semana inteiro, outra vez. Talvez tenha sido por conta disso que algo diferente aconteceu: me pûs a pensar bastante sobre objetivos, sonhos, reaildades, enfim, sobre a incessante busca à vida que nos move diariamente. Nós acordamos, respiramos, vivemos e adormecemos buscando algo. Uma busca que nem mesmo sabemos dizer quando começou, mas que existe de forma marcante e intensa dentro de cada um de nós. Uma busca que nos faz viver, sem explicação.
Muitos não sabem dizer o que buscam. Penso que a maioria de nós não sabe o que busca. Acho que a força que existe é diferente dentro de cada um, e enxergar esta força pode aproximar duas pessoas. Aproximar? Sim. Quando nos envolvemos com outra pessoa, podemos enxergar os desejos, sentimentos, fraquezas e a força desta pessoa. Conseguimos ver coisas que a própria pessoa não enxerga, e isso acontece porque o essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração, e ninguém consegue olhar prá sí mesmo com o coração. É por isso que raramente enxergamos nossa busca, nossa força, nossas fraquezas e sentimentos; coisas que uma pessoa que se envolve conosco pode perceber. É claro que esta percepção depende do grau de envolvimento, dos sentimentos que se tem pelo outro, dos sentimentos que despertamos no outro, enfim, depende da intimidade existente no relacionamento.
Muitas vezes nos perdemos tentando nos entender. Nos confundimos dentro de nós mesmos, em meio à esta busca. E o que fazer com isso? O que fazer com a busca por algo que se desconhece? O que fazer com a falta? É possível sentir falta daquilo que nunca se teve? Sim, na minha modesta opinião podemos sim sentir falta do que nunca conhecemos. E, quando isto acontece, passamos, inconscientemente, a buscar este desconhecido. Começamos a desejar. Passamos a almejar o oculto. É como uma pessoa que deseja ser amada, sem saber o que é o amor, sem nunca tê-lo sentido de verdade. E, quando esta pessoa for apresentada ao amor, irá sentí-lo da maneira mais pura e intensa; sem perceber que encontrou o que sempre buscou... Sem notar que está diante daquilo de que tanto precisou...
Beijos, e boa noite....

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Noite Perfeita...

Da janela, a noite cai no asfalto... Os carros pintam, de vermelho e branco, a cidade que ela vê do alto... E, dentro do peito, o coração aos saltos... Sai do banho, e põe o som mais alto... Canta e dança, a noite é uma criança... Serve um drink antes da balada, misturando o medo com a esperança... E, se nada acontecer, a culpa é dela, com certeza. Por que, atrás da porta certa, é certo, se esconde a noite perfeita... A noite perfeita... Mais um drink, só prá entrar no clima, prá manter no rosto algum sorriso... Ela busca alguém que viu num sonho, mas ela pressente que ele não existe... Quando, o que era pra ser divertido, pouco a pouco ficou muito escuro, toda a luz virou borrão no vidro... Falta muito pouco prá tocar no fundo... E, se nada acontecer, a culpa é dela, com certeza. Por que, atrás da porta certa, é certo, se esconde a noite perfeita... A noite perfeita... Mais um drink, prá esquecer de tudo, prá não ver o Sol pela janela... Ela só queria ter alguém ao lado, prá dizer baixinho o nome dela... E, como nada aconteceu, a culpa é dela, com certeza. Por que, atrás da porta certa, prá sempre se esconde, prá todo o sempre se esconde, a noite perfeita... A noite perfeita...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Nem bem acordo...

Nem bem acordo, já espio teu retrato...
Faço um trato com o espelho: hoje eu não quero sentir dor...
Hora do almoço, falo teu nome... Santo nome em vão...
O que consome meu corpo moço, fome ou solidão???
Não quero nada... Essa estrada, eu já sei aonde vai dar... Vai dar em nada...
Não quero ir, nem voltar...
Cinco da tarde, tudo arde... Coração e céu...
Fico com ar de quem espera um aceno, um sinal...
Já é noite alta, não sinto sono...
Não te esqueço mais...
Viro do avesso, adormeço... Cansada de mim, sem paz...
Hoje eu não quero dor... Hoje eu não quero flor...
Não quero nada que rime com amor...

domingo, 29 de novembro de 2009

Quem...

Foi só um sorriso, e foi por amor...
Nenhuma ironia, não foi por mal...
Foi quase uma senha prá te tocar...
Nem foi um sorriso, foi um sinal...
Por trás das palavras, da raiva, de tudo...
Sorri prá tentar chegar em você...
Foi como fugir, prá nos proteger...
Enquanto eu sorrir, ainda posso esquecer...
Porque quem vai te abraçar? Me fala, quem vai te socorrer?
Quando chover, e acabar a luz, prá quem você vai correr?
E quem vai me levar entre as estrelas?
Quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Quem, além de você?
Ninguém tem razão, tenta me entender...
E a gente é maior que qualquer razão...
Foi só um sorriso, e foi por amor, te juro do fundo do coração...
Foi como tentar parar esse trem com flores no trilho, e acenar pra você...
Parece absurdo, eu sei, mas tentei...
Enquanto eu sorrir, ainda posso esquecer...
Porque quem vai te abraçar? Me fala, quem vai te socorrer?
Quando chover e acabar a luz, prá quem você vai correr?
E quem vai me levar entre as estrelas?
Quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Quem, além de você?
Deixa isso passar, e quando passar, vou estar aqui, te esperando...
Pra te receber, e sorrir, feliz, dessa vez...
Que esse amor é tanto...
E quem vai te abraçar?
Me fala, quem vai te socorrer?
Quando chover, e acabar a luz, prá quem você vai correr?
E quem vai me levar entre as estrelas?
Quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Quem, além de você?

Hoje estou particularmente mexida, e pensando sobre muitas coisas... Coisas sobre as quais nem sei se deveria estar pensando, mas ok.. Acho que a sensação de perder o controle me dominou hoje (só hoje???)... Enfim... Sei que faz tempo que não escrevo, ando trabalhando bastante. Este final de semana trabalhei sábado e domingo o dia todo.... Claro que estou cansada demais, mas isso não conta rs....
Beijos, e boa noite...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Saber viver

Oi moças! Hoje está um calor escaldante, estou praticamente derretendo. Vou trabalhar logo mais e estou usando um vestido estampado tipo frente única, ele amarra no pescoço e as costas aparecem quase totalmente. É muito bonitinho e fresquinho, prá aliviar esse calor de deserto que está fazendo hoje... Estou postando um texto de C. Chaplin que me chamou muito a atenção. Gostei bastante, espero que gostem também.
Beijos
Mari

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Medida da Significação

by Cecília Meireles, in "Viagem, Vaga Música"
Procurei-me nesta água da minha memória, que povoa todas as distâncias da vida e onde, como nos campos, se podia semear, talvez, tanta imagem capaz de ficar florindo...
Procurei minha forma entre os aspectos das ondas, para sentir, na noite, o aroma da minha duração...
Compreendo que, da fronte aos pés, sou de ausência absoluta: desapareci como aquele - no entanto árduo - ritmo que, sobre fingidos caminhos, sustentou a minha passagem desejosa...
Acabei-me como a luz fugitiva, que queimou sua própria atitude, segundo a tendência do meu pensamento transformável...
Desde agora, saberei que sou sem rastros.
Esta água da minha memória reúne os sulcos feridos: as sombras efêmeras afogam-se na conjunção das ondas.
E, aquilo que restaria eternamente, é tão da cor destas águas, é tão do tamanho do tempo, é tão edificado de silêncios que, refletindo aqui, permanece inefável.
Voz obstinada, por que insistes chamando por um nome que não corresponde mais a mim?
Não é do meu propósito que fiques ao longe, sozinha.
Nem tu sabes que espécie de saudade abrolha na noite, e como o silêncio tenta mover-se inutilmente, quando dirige teus imãs sonoros, sondando as direções!
Não é do meu propósito, ó voz obstinada, mas da minha condição.
As aparências dispersaram-se de mim, como pássaros: que Sol se pode fixar nesta existência, para te definir a minha aproximação?
Minhas dimensões se aboliram nos limites visíveis: como podes saber onde me circunscrevo, e de que modo me pode o teu desejo atingir?
Eu mesma deixei de entender a minha substância; tenho apenas o sentimento dos mistérios que em mim se equilibram.
Como podes chamar por mim como às coisas concretas, e assegurar-me que sou tua necessidade e teu bem?
Para experiência do teu contentamento, crio formas que vistam meus pensamentos irreleváveis, e modelo fisionomias com que te possa aparecer.
Pisarei minha solidão com renúncia e alegria e, por entre caminhos assombrados, resoluta virei até onde te encontres, cortando as sombras que crescem como florestas.
Eu mesma me sentirei alucinada e esquisita, com esse alento das nebulosas sinistras que se desenvolvem nas febres.
Não saberei precisamente quando me verás, nem se compreenderei a linguagem que falas, e os nomes que têm as tuas realidades e o tempo dos outros acontecimentos...
Mas o que, desde agora, sinto e sei com firmeza é que tua voz continuará chamando por mim, obstinada, embora eu não possa estar mais perto nem mais viva, e se tenha acabado o caminho que existe entre nós, e eu não possa prosseguir mais...
A água da minha memória devora todos os reflexos.
Desfizeram-se, por isso, todas as minhas presenças, e sempre se continuarão a desfazer.
É inútil o meu esforço de conservar-me; todos os dias sou meu completo desmoronamento; e assisto à decadência de tudo, nestes espelhos sem reprodução.
Voz obstinada que estás ao longe chamando-me, conduz-te a mim, para compreenderes minha ausência.
Traze de longe os teus atributos de amargura e de sonho, para veres o que deles resta depois que chegarem e estes ermos domínios, onde figuras e horas se decompõem.
Não precisaremos falar mais, nem sentir: seremos só de afinidades: morrerão as alegorias.
E saberás distinguir as coisas que parecem desoladas, olhando para esta água interminável e muda, que não floriu, que não palpitou, que não produziu, de tanto ser puramente imortal...





Energia


sábado, 14 de novembro de 2009

Sentir-se

Hoje tive uma conversa com uma pessoa, que muito me fez refletir. Me fez refletir sobre o que é amar e o que significa sentir-se amado. Talvez muitos não tenham se dado conta de que essas duas coisas são completamente distintas. Distintas? Sim. Muito distintas. Me perdoem se acharem essa discussão piegas, ou sem sentido. Talvez tomem o assunto por tolo, trivial ou desnecessário. Quem sabe vocês até me rotulem como mulher fraca, fútil, sentimentalista, ou coisa pior, mas vou escrever estas linhas mesmo assim. Os que me conhecem a fundo sabem da minha frieza, sabem que tomo a distância por minha maior protetora; portanto saberão da dificuldade que tenho para falar de sentimentalismos, e terão a certeza de que só escrevo este post por ter ficado verdadeiramente perturbada por esta reflexão.
Penso que dizer "Eu te amo" é simples, mas sentir-se amado é algo muito mais profundo e difícil. E é disto que quero falar nesta noite. De sentir-se amado. A demonstração de amor requer muito mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que o outro tem verdadeiro interesse pela sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando algo está dando errado, que está sempre pronto a ouvir suas dúvidas, e que dá uma sacudida em você sempre que é necessário.
Sentir-se amado é ver que ele se lembra das coisas que você contou há dois, três anos. É vê-lo tentar te reconciliar com o seu pai, ou sua mãe. É ver como ele fica triste quando você está triste, e ver como ele sorri com delicadeza quando te diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro, e que não fazem da mágoa munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta por muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira ; quem não levanta a voz, mas fala ; quem não concorda, mas escuta.
Escrevendo estas linhas estou praticamente valendo-me de algo escrito por Arnaldo Jabor, que deitou palavras como estas em uma de suas crônicas. Penso que o amor é muito mais profundo do que se pode imaginar, e muitas vezes se mistura ao medo. Medo de admitir o quanto se gosta, medo de assumir que precisa do outro, medo de se entregar. Não gosto de julgar ninguém, acho que as pessoas que sentem medo (e eu me incluo neste grupo) não o sentem por vontade própria. Aliás, nenhum sentimento é voluntário, ninguém escolhe nem controla as coisas que sente.
Viver o amor deve ser uma experiência única cada vez que acontecer. Contraditório? Não. Digo isso porque não acho que o amor aconteça apenas uma vez na vida de cada pessoa. As pessoas sim são únicas, e, por serem únicas, despertam sentimentos únicos no outro. Sim. Cada pessoa que passa pela nossa vida desperta sentimentos distintos dentro de nós, por isso podemos amar pessoas diferentes.
Não sou muito de acreditar em sorte, ou destino. Se existe destino para guiar nossas vidas, penso que ele pode até escolher quais são as pessoas que vão passar pela gente, mas não decide quem vai ficar. Não? Não. De maneira alguma. São as atitudes das pessoas que mostram quem permanece na nossa vida ou não. E as atitudes são movidas pelos sentimentos que o outro nos desperta, e que nós despertamos no outro.
Deve ser uma sensação indescritível essa de sentir-se amado... Realmente, deve ser aquilo que todos deveriam ter a oportunidade de experimentar ao menos uma vez. Não sei. Se alguém souber como é essa sensação, pode me contar.
Beijos, e boa noite....


Por ser exato, o amor não cabe em si...
Por ser encantado, o amor revela-se...
Por ser amor, invade, e fim...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O que é que há?

O que é que há?
O que é que está se passando com essa cabeça? O que é que há?
O que é que está me faltando prá que eu te conheça melhor?
Prá que eu te receba sem choque...
Prá que eu te perceba no toque das mãos, em teu coração?
O que é que há?
Por que é que há tanto tempo você não procura meu ombro?
Porque será, porque será que este fogo não queima o que tem pra queimar?
Que a gente não ama o que tem pra se amar?
Que o sol está se pondo, e a gente não larga esta angústia do olhar?
Telefona...
Não deixa que eu fuja...
Me ocupa os espaços vazios...
Me arranca desta ansiedade...
Me acolhe, me acalma em teus braços macios...
O que é que há?
O que é que está se passando com a minha cabeça?
O que é que há?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Confissão

Don't get crazy...
Detours, fences... I get defensive...
I know you've heard it all before, so I won't say it anymore...
I'll just stand by, and let you fight your secret war...
And though I used to wonder why...
I used to cry 'til I was dry and, still sometimes, I get a strange pain inside...
If you're hurtin', so am I...
And honey, all is forgiven...
Listen, oh listen...
And, if I seem to be confused, I didn't mean to be with you...
And, when you said I scared you, well, I guess you scared me too...
But we got lucky once before, and I don't want to close the door...
So, if you're somewhere out there passed out on the floor...
I'm not angry anymore...
And, if I seem to be confused, I didn't mean to be with you...
And, when you said I scared you, well, I guess you scared me too...
But we got lucky once before, and I don't want to close the door...

Fear

What if I'd said yes?
What if I'd gone out that night?
What if you'd turned left?
Everything would've turned out alright...
What if I'd spoke up?
What if I'd took the keys?
What if I'd tried a little harder, instead of always trying to please?
What if I'd said no?
What if we'd never fell in love?
What if we'd gone slow, or a little bit faster, and broken up?
Would I know this hurts?
Would I feel this pain?
Do you know that, with all I've left in my very last breath, I will call your name?
Were you sad?
Were you scared?
Did you wish for a prayer to be free?
Was it quiet and cold?
Was it light, or too dark to see... And did you reach for me?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sensations...

Vem me retratar com o seu próprio olhar...
Fotografar esse mesmo lugar...
E revelar uma determinada expressão, emoldurada aqui nessa canção...
Vem, prende essa imagem num momento seu...
E eu represento esse minuto seu...
E, assim, eu posso ser atriz da sua sensação...
Soltar a sua própria emoção...
E, como atriz, eu canto...
Como cantora, eu represento...
A vida que você quer ter, e não devia mais conter...
Vem, ainda é tempo pra se descobrir...
E vir se ver, ou vir por vir...
Para tocar, também com o olhar e com a mão, o que tanto tocou seu coração...
Vem, prende essa imagem num momento seu...
E eu represento esse minuto seu...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Onde eu queria estar...







Que vontade!!!!!


Palavras...

São sorrisos largos, lagos repletos de azul...
Os corações atentos, ventos do sul...
São visões abertas, certas, despertas pra luz...
A emoção alerta, que nos conduz...
Sonhos, aventuras, juras, promessas...
Dessas que um dia acontecerão...
Você me daria a mão?
Todos esses versos soltos, dispersos...
No meu novo universo serão...
Palavras do coração...
São os artifícios, vícios, deixando de ser...
Os velhos compromissos, prá esquecer...
São pontos de vista, uma conquista comum...
O mesmo pé na estrada, de cada um...
Sonhos, aventuras, juras, promessas...
Dessas que um dia acontecerão...
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos, dispersos...
No meu novo universo serão...
Palavras do coração...

domingo, 1 de novembro de 2009

Weak protection...

Pensei muito, e hoje resolvi falar de algo que me incomoda: fraqueza. O que é fraqueza? De onde ela surge? Por que perturba tanto? A fraqueza mora onde há medo. Sim. E o medo mora onde há falta. Mora no desconhecido.
A fraqueza surge da fragilidade. Mas o que é ela? Fraqueza é precisar de alguém? É amar? É odiar? É sentir saudades? Fraqueza é tudo isso. Fraqueza é tudo aquilo que tentamos esconder o tempo inteiro. É tudo aquilo que torna uma pessoa vulnerável.
Como lidar com isso? Como aceitar nossas fraquezas? Eu sou suspeita para falar, por ser da maneira que vocês já conhecem, mas penso que ocultar nossas fraquezas é um mecanismo de proteção inconscientemente auto-imposto. Sim. Acontece que o ser humano, em sua essência, possui sentimentos, desejos, sonhos; que nem sempre consegue ocultar.
Algumas vezes nos protegemos demais. Sim. Existem pessoas que escondem suas fraquezas, que evitam expor seus sentimentos, que não deixam que ninguém se aproxime. Mas o que leva uma pessoa a se comportar dessa maneira? Penso que, talvez, isso ocorra devido ao medo, que chega, se instala e domina. Medo de confiar, medo de amar, medo de precisar, medo de sofrer.
Infelizmente, muitas vezes nos deixamos levar pelo medo, e acabamos nos privando de sentimentos, pessoas e situações que poderiam nos fazer bem. E nem sempre é possível evitar que isso aconteça. O resultado disso, na quase totalidade dos corações, é que acabamos optando por sofrer calados, seguros. Optamos por isso sem perceber, como um hábito, que cria raízes dentro de nós. E, como todo hábito, pode tornar-se um vício. Um vício que pode acabar nos prejudicando.
Mas, no final das contas, o que faz mais diferença na vida do ser humano? O amor e conforto do outro, em quem ele confia; ou a segurança de permanecer sozinho, trancado em sí mesmo? Não vou conseguir responder isso à vocês hoje, minhas queridas, mas deixo a pergunta para que pensem a respeito.
Me perdoem aquelas que acharem meu tom um tanto triste... Hoje fui simplesmente dominada por esse sentimento... Anyway, it doesn't mater at all...
Um beijo enorme, e boa noite....

Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder...
Deixo, assim, ficar subentendido...
Como uma idéia que existe na cabeça, e não tem a menor obrigação de acontecer...
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby...
A beleza é mesmo tão fugaz...
É uma idéia que existe na cabeça, e não tem a menor pretensão de acontecer...
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então...
A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer...
Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer...
O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pride...

Nossa... Bastante tempo sem passar por aqui. Me perdoem a falta de ânimo, tempo e criatividade para escrever, mas agora estou aqui. E hoje vim falar de orgulho. O que é orgulho? O que ele faz com a vida das pessoas? Hoje, pensando muito sobre isso, não consegui respostas concretas. O orgulho existe desde que o homem surgiu, existe desde que o mundo é mundo, e desde que o homem é homem. Sempre presente, em maior ou menor proporção, no comportamento de todas as pessoas.
O orgulho realmente transforma a vida e os sentimentos das pessoas, ou é simplesmente um modo conveniente de se mostrar apenas o que se quer mostrar de si mesmo? Eu, humildemente, fico com a segunda opinião. E vou explicar meus motivos. O orgulho é capaz de cegar. Ele afasta as pessoas. Faz com que se pise nos outros. Faz com que se culpe sempre o próximo. Faz com que se esconda o amor. Faz com que se perca relacionamentos. Faz com que se desconfie. Faz com que não se perdoe. Faz com que se adote a solidão. Entretanto, o homem continua sendo o mesmo, continua tendo suas necessidades. Necessidades? Sim, necessidades. As mesmas de sempre. Precisamos ser reconhecidos, pessoal e profissionalmente. Precisamos confiar, precisamos que confiem em nós. Precisamos amar, precisamos ser amados. Precisamos perdoar, aos outros e a nós mesmos. Precisamos ser perdoados.
Queria, talvez por uma fraqueza minha, expor melhor apenas um destes aspectos: o do amor. Quando uma pessoa é orgulhosa demais para admitir seus sentimentos por outra, pode perder algo importante. Pode estar perdendo algo que poderia ter sido muito bom, ou muito ruim. De qualquer maneira, perderia uma experiência. Isso também acontece se o medo se faz presente. E como lidar com a dúvida? Como lidar com o pensamento de tudo o que poderia ter sido, e não foi? Como carregar o peso de nossas próprias escolhas? O mais difícil não é seguir em frente. Não. O mais difícil é não olhar para trás... Hoje este pensamento me atormentou o dia inteiro. Fiquei, novamente, sem paz ao pensar em cada coisa que já perdi, ao pensar em tudo o que deixei para trás. As lembranças das escolhas que tive de fazer ao longo de minha vida me inquietam, me perturbam as idéias do que poderia ter mudado a cada escolha que tivesse sido diferente. Que rumo minha vida teria tomado? Que tipo de pessoa seria eu? Em meio a tudo isso, de repente, me dei conta de que não importa. Não importa saber quem eu seria, já que não sei quem sou eu hoje. Se tivesse feito escolhas diferentes, ainda não saberia quem eu sou, ainda não saberia o que esperar de mim mesma. E, na verdade, acho que nenhum ser humano sabe, realmente, quem é e o que pode esperar de si. O que quero dizer, é que dói muito olhar para trás, dói sim, mas olhar para trás deve servir para nos fortalecer. Deve nos ajudar a enxergar o lugar para onde estamos indo, mesmo que não saibamos que lugar é esse.
Today I’m out of reach… So, so far…
Beijos, e boa noite…

Here I am… In a place that I have never been… Out of love, and afraid that you won't let me in… You came to me, and I started to feel that my senses had left me to die… Where is my strength, when I need it the most? Tell me: what have you done with my mind? Save me now, from the depth of my infatuation… I could drown, in the sea of love and isolation… I'll take you down, if you just… Save me now… All the time that I gave away, I'll give to you… And all the love that I’ve never made, I'll make to you… Nothing could be more electric to me, than to give you a taste of the love that I hide… But, in my condition, I'm totally lost… Tell me: what’ve you done with my pride?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Hurting & Feeling

Hoje me peguei pensando no descarte de sentimentos com que frequentemente nos deparamos nos dias de hoje. Tenho visto pessoas desenvolverem sentimentos muito intensos por outras pessoas, e repentinamente, sem mais nem menos, descartarem esses sentimentos; como se eles nunca tivessem existido. O que torna o ser humano tão frio? Como se livrar de alguém e de todos os sentimentos que aquele alguém despertou em nós assim, da noite para o dia? Se alguém tiver alguma receita, por favor me envie... Não tenho respostas para estas perguntas, uma vez que eu mesma me incluo no grupo das pessoas frias, arredias, ariscas e difíceis. Só acho muito difícil, acho inviável excluir alguém da nossa vida assim, tão rápido quanto tenho visto acontecer. Ninguém deixa de amar uma pessoa depois de uma simples noite de sono, ninguém dorme amando alguém e acorda sem sentir nada por essa pessoa. Se isso fosse possível, talvez se evitasse o sofrimento de uma briga, ou a angústia causada pela ausência. Intensidade traz sofrimento, isso é fato. Estou dizendo isso, mas admito que sou uma mulher fria sim, gelada e cética. Desgraçadamente, me torno absurdamente intensa e passional com aquele que me toca. Isso machuca, machuca muito. O ser humano não foi feito para a solidão, o ser humano foi feito para amar. Sim, fomos feitos para amar. Infelizmente, ninguém nos ensinou a esquecer. Ninguém nos ensinou a entender esses sentimentos fortíssimos que surgem dentro de nós. Me magoa ver a maneira com que as pessoas ferem umas às outras, assim, sem pudor, sem se preocupar. Essa facilidade com que as pessoas apagam seus sentimentos faz com que eu me pergunte: o ser humano finge a dor? Finge o amor? Finge tudo?? Não sei em que acreditar. Se acreditar que o homem é um fingidor, não vou mais saber o que é verdade. Não fomos feitos para a solidão, mas optamos por ela para nos defender. E como dói. Ah, como a solidão machuca... E, ainda assim ela é a nossa escolhida, o nosso refúgio. Faz sentido? NÃO. Nenhum sentimento faz sentido, nada no ser humano faz sentido. Quanto à mim, tem apenas uma coisa em que ainda consigo acreditar: A DISTÂNCIA PROTEGE.
Me perdoem o amargor, hoje não deu prá ser diferente....
Um beijo à todas, e boa noite...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Thinking and crying...

After a while, you learn the difference, the subtle difference, between holding a hand and chaining a soul. And you learn that love doesn’t mean leaning, and that company does not always mean safety. Yet, you start to learn that kisses aren’t contracts, and gifts are not promises. Then you start to accept your fails with raised head and opened eyes, gracefully as a child but without the grow-ups’ sadness.
You learn to build all your roads today, cause tomorrow’s land is so uncertain for making plans, and the future usually falls into the cracks. As time goes by, you learn that you can be burned by the sun, if you stay exposed for too long. And you learn that how much you care it’s not important. Some people simply don’t care.
Then you accept that, no matter how good someone is for you, this person is still hurting you once in a while, and you’ll have to forgive him for that. You learn that talking can be relieving for emotional pain, but it’s not safe to expose yourself like that. You turn out finding that years are taken to build hope, and that it can be destroyed in a second. And you learn that you can take only a moment doing something you’ll regret for the rest of your life.
You learn that real relationships keep on growing even separated for long distances, and that our good friends are the family we were allowed to choose. Then you learn that what you have in your life is not a big deal, WHO you have is what really matters. And you learn that you don’t need to exchange your friends, if you understand that your friends also change. And you realize that you and your best friend can do everything, or nothing, and still have the greatest moments. And you find out that the people you most care are taken from you very fast and very aggressively – that’s why we should always leave the ones we love with loving words and attitudes, cause we may not see them again.
Yet, you learn that circumstances and environments may influence you, but you are the one who’s responsible for yourself. Then you start to learn that you should not compare yourself with other people, only with the best you know you can be. And you find out that you may take too long to become who you wanna be, and time is short. Then you realize that it doesn’t matter how far you’ve got, where you’re leading it’s what’s really important and, if you do not know where you’re going, anywhere will do.
Then you learn that either you control your actions or they’ll control you, and that being flexible doesn’t mean you’re weak or not personality cause, doesn’t matter how delicate and fragile a situation can be, there’re always two sides. You learn that heroes are people who did what was necessary, taking and facing all the consequences. Then you’ll know that even heroes have the right to bleed. And you find out that patience requires a lot of practice, and that the one who you’d expect to kick you when you’re down can be the only one who’ll help you getting up.
And you realize that maturity is all about experience, and not about how many birthdays you’ve celebrated. You learn that you carry a whole lot more from your parents inside you than you’d expect. And also that you should never tell a child that dreams are silly, cause few things are so humiliating, and it would be a tragedy if a kid believed in it.
You learn that when you fell angry you have the right to feel this way, but you do not get the right to be cruel. And you turn out finding that, if someone doesn’t love you the way you want, it doesn’t mean that he doesn’t love you with all he can, cause there’re people who love you but simply don’t know how to show or live it.
The next lesson you learn is that is not always enough to be forgiven by someone, sometimes you have to learn to forgive yourself. And you learn that with the same harshness you judge, you will be sentenced at a time. Then you’re taught that it doesn’t matter in how many pieces you heart has been broken, the world won’t stop for you to fix it. And you learn that time is not something that can go back, so plant your own garden and decorate your own soul, instead of waiting for someone to bring you flowers.
At the end, you realize you can take it… You learn that you are really strong and want to go so much further, after thinking you weren’t able to do it anymore.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Triste... Luto...

Hoje o dia amanheceu mais triste. Triste pela perda de uma querida amiga e professora, Dra. Mellysande Pontes Faccin. Melly, como era chamada por todos, foi uma mulher das mais fortes que já conheci. De alma pura, cheia de garra, repleta de uma felicidade contagiante. Profissional exemplar, competente como poucos e extremamente devotada à sua profissão. Sempre muito solicita, pronta à ouvir e ajudar, cuidava de seus alunos como filhos. Amiga de conversas fortes e que não media esforços para ajudar, nunca. Pessoa muito especial, responsável por enorme parte da minha formaçao médica e, mais do que isso, uma pessoa que me fez melhor em cada conversa. Uma mulher incrível, com papel fundamental na minha formação humana, de quem já estou sentindo muita falta.
Meu coração se enche de tristeza e pesar para falar desta perda, uma perda irreparável e que será para sempre sentida. Não sou mais a mesma pessoa, sinto como se tivesse perdido uma parte de mim mesma. Já estou tomada de saudades, e de um misto de raiva e incompreensão. Minha única esperança é a de pensar que você está em um outro lugar, diferente e melhor, e torço para que esteja fazendo, ai nesta nova morada, o mesmo bem que fez à mim e a tantos outros que passaram por você.
Melly, nunca vou me esquecer de você, fique em paz. Nós todos vamos te amar, sempre.
Leitoras, não se assustem. Hoje o dia está realmente muito triste.
Beijos...

domingo, 18 de outubro de 2009

A sordidez humana...

Eu sei, tenho andado ausente, e isso aconteceu por um misto de excesso de trabalho e falta de palavras para me expressar por aqui. Enfim, hoje, depois de brigar muito comigo mesma, achei que seria bom postar algo prá vcs. Confesso que ando bastante assustada com algumas coisas, principalmente com a maldade e sordidez da grande maioria das pessoas. Sobre esse assunto, encontrei dizeres interessantes, que agora faço questão de reproduzir neste espaço.
"Ando refletindo sobre a nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte e não para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é desproporcionalmente grande para tal anjo. Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? (...) O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido, nem conhece lealdade, que ri dos honrados, debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? (...) A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai, um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exalta seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós." - Lya Luft / Colunista Revista Veja
É claro que não faço destas palavras um tapa na cara de todas as pessoas com quem convivo. Não estou ofendendo ninguém, nem generalizando; de maneira nenhuma. Estou apenas expondo alguns aspectos do ser humano que fizeram de mim uma pessoa extremamente arisca e arredia com relação ao outro, e que me tornaram uma mulher muito mais fria do que eu gostaria de ser.
Àqueles pouquíssimos em quem eu consigo confiar, deixo meu muito obrigada. Muto obrigada por tentarem fazer de mim uma pessoa melhor.
Um beijo enorme, e boa noite...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

To whom it may concern....

Olá pessoas! Nesta segunda postagem resolvi contar um pouquinho sobre a escolha do título deste blog... "Mulheres de Atenas" foi uma referência à alma e força das mulheres gregas, em especial das atenienses. Mulheres sempre muito fortes, muito devotadas aos seus sentimentos e objetivos, mulheres de muita garra e de espírito forte.
Espero que aqui possamos trocar experiências e informações, e que possamos nos fortalecer à cada dia.
Um beijo enorme à todas...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bem-vindos

Oi moçada! Essa ai do lado sou eu, a Mari... Muito bem-vindas ao Para Mulheres de Atenas, este é um espaço para troca de experiências e informações, espero que gostem. Estou apenas começando, e pretendo colocar bastante coisa interessante por aqui... Aproveitem!
Beijos