segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Busca à vida...

by Paralamas do Sucesso

"Vou sair prá ver o céu, vou me perder entre as estrelas... Ver de onde nasce o sol, como se guiam os cometas pelo espaço... E os meus passos, nunca mais serão iguais... Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza... Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado no espaço, e volto sem olhar pra trás... No escuro do céu, mais longe que o Sol, perdido num planeta abandonado... No espaço... Ele ganhou dinheiro, ele assinou contratos... E comprou um terno, e trocou o carro... E desaprendeu a caminhar no céu... E foi o princípio do fim... Se for mais veloz que a luz, então escapo da tristeza... Deixo toda a dor pra trás, perdida num planeta abandonado... Pelo espaço... E volto sem olhar pra trás..."


Hoje está um dia nublado e quase chuvoso em São Paulo. Estou esgotada, pois fiquei de plantão no trabalho o final de semana inteiro, outra vez. Talvez tenha sido por conta disso que algo diferente aconteceu: me pûs a pensar bastante sobre objetivos, sonhos, reaildades, enfim, sobre a incessante busca à vida que nos move diariamente. Nós acordamos, respiramos, vivemos e adormecemos buscando algo. Uma busca que nem mesmo sabemos dizer quando começou, mas que existe de forma marcante e intensa dentro de cada um de nós. Uma busca que nos faz viver, sem explicação.
Muitos não sabem dizer o que buscam. Penso que a maioria de nós não sabe o que busca. Acho que a força que existe é diferente dentro de cada um, e enxergar esta força pode aproximar duas pessoas. Aproximar? Sim. Quando nos envolvemos com outra pessoa, podemos enxergar os desejos, sentimentos, fraquezas e a força desta pessoa. Conseguimos ver coisas que a própria pessoa não enxerga, e isso acontece porque o essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração, e ninguém consegue olhar prá sí mesmo com o coração. É por isso que raramente enxergamos nossa busca, nossa força, nossas fraquezas e sentimentos; coisas que uma pessoa que se envolve conosco pode perceber. É claro que esta percepção depende do grau de envolvimento, dos sentimentos que se tem pelo outro, dos sentimentos que despertamos no outro, enfim, depende da intimidade existente no relacionamento.
Muitas vezes nos perdemos tentando nos entender. Nos confundimos dentro de nós mesmos, em meio à esta busca. E o que fazer com isso? O que fazer com a busca por algo que se desconhece? O que fazer com a falta? É possível sentir falta daquilo que nunca se teve? Sim, na minha modesta opinião podemos sim sentir falta do que nunca conhecemos. E, quando isto acontece, passamos, inconscientemente, a buscar este desconhecido. Começamos a desejar. Passamos a almejar o oculto. É como uma pessoa que deseja ser amada, sem saber o que é o amor, sem nunca tê-lo sentido de verdade. E, quando esta pessoa for apresentada ao amor, irá sentí-lo da maneira mais pura e intensa; sem perceber que encontrou o que sempre buscou... Sem notar que está diante daquilo de que tanto precisou...
Beijos, e boa noite....

Um comentário:

  1. Tadinha, deve estar super cansada!

    Sim.. muitas vêzes perdemos tentando entender.
    E realmente seja este o sentido de nossas vidas, buscar, querer, almejar, batalhar.

    Bom descanço pra ti!
    Beijoconas.
    Talita Ribeiro.

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